Lançamento da revista Zero Vogal discute sexualidade e identidade de gênero

Na noite da última quinta-feira, 1º de setembro, convidados e público discutiram sobre sexualidade e identidade de gênero no lançamento da revista de mesmo tema, a Zero Vogal. A publicação, de autoria de oito acadêmicos de Jornalismo do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG), foi produzida na disciplina Projeto Editorial Gráfico e Digital 2016/1, sob a orientação da professora Dr. Camila Cornutti Barbosa.

Com distribuição gratuita, a revista pretende levar para a comunidade questões relacionadas ao tema LGBTQ que estão cada vez mais presentes, além de pensar no papel do Jornalismo e do comunicador. Para a professora Camila, “essa discussão é muito importante, pois nem sempre vemos esse grupo bem representado, tratado de forma digna e respeitosa, pela mídia. A revista foi uma construção coletiva, sempre achava que não ia ter material suficiente e no fim até sobrou. E o mérito, sobretudo, é desses estudantes e de todos os outros que colaboraram para que o projeto fosse realizado”.

Cristiano Lemos, um dos alunos da disciplina, comentou que durante a produção tiveram que passar por cima dos próprios preconceitos. “Além de ser uma atividade de aula, foi algo que nos fez crescer muito não só profissionalmente, mas como seres humanos e cidadãos.” O nome Zero Vogal, segundo o estudante, veio de pessoas entrevistadas e vai além da falta de vogais na sigla LGBTQ. Foi uma tentativa de reproduzir com letras algo que sente falta delas, pois ainda falta representatividade, visibilidade e até compreensão acerca do assunto.

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Após a apresentação e lançamento, o evento contou com um debate com algumas pessoas que estão nas páginas da publicação, entre elas Mônica Montanari, advogada, escritora e estudiosa das questões de gênero e atuante no movimento LGBT; Cleonice Araujo, presidente da ONG Construindo Igualdade; Tomás Trevisan, vice-presidente do Coletivo LGBTQ Nosso Corpo Nossa Arte de Bento Gonçalves; Gabriel Reiznaut e Pedro Gabriel Fernandes de Mello, representantes da Liga de Homens Trans de Caxias do Sul e Região; Guilherme Schineider, criador da personagem Miranda 3F Scandall, que realiza performances em festas e stand ups; e Natalia Borges Polesso, escritora e doutoranda em Teoria da Literatura pela PUCRS. Abriu-se espaço, também para as exposições “A Origem”, de Bernardo Dal Pubel, presidente do Coletivo LGBTQ Nosso Corpo Nossa Arte, e “Em Nome de Todxs”, de Mário André Coelho.

“Há pessoas que têm medo de militar pelo medo de ser tachado de LGBT, como se necessariamente tivéssemos que estar incluídos na sigla para lutar por direitos que eles têm tanto quanto qualquer outro. Ser militante também é ter empatia e respeito”, comentou durante o debate Mônica Montanari.

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