A investigação jornalística foi tema de palestra na FSG

A investigação jornalística pautou o encontro da diretora de redação da Zero Hora, Marta Gleich, com os alunos dos cursos de Comunicação e Direito do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG), na noite de quarta-feira (31.05). Junto com a advogada do grupo RBS, Débora Dalcin Rodrigues, Marta apresentou o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Investigação (GDI), núcleo integrado de profissionais de jornal, rádio e TV que trabalha na apuração de denúncias sobre temas que impactam a sociedade.

O GDI, segundo Marta, surgiu em uma iniciativa incomum para empresas de comunicação brasileiras, em um momento de debate mundial sobre o papel do jornalismo.  Para a diretora de redação a investigação jornalística é essencial para a democracia e para a transformação da sociedade.   “Procuramos sempre avaliar até que ponto estamos contribuindo com a melhoria da sociedade e não apresentando apenas o crime pelo crime”, diz.

Na redação integrada de ZH e Diário Gaúcho, o grupo de nove repórteres e um editor trabalha no modelo inspirado na equipe Spotligh, do jornal americano Boston Globe. Parte desses integrantes produzem materiais nas redações da Rádio Gaúcha e RBS TV. O resultado das reportagens que, em alguns casos levam até seis meses na fase de   apuração de dados, são vistos nas mudanças causadas à sociedade a partir da sua publicação. “Fizemos jornalismo para melhorar a sociedade, colocar as coisas nos lugares certo”, declara.  O caso do advogado Faustino da Rosa Junior, ex-presidente do Grupo Educacional Facinepe/Inepe, que agora está sob investigação do Ministério da Educação (MEC) por suspeitas de irregularidades, é um exemplo. Foi a partir da matéria apurada por Zero Hora, intitulada “Da fraude ao império: a história do homem da faculdade de papel”, que iniciaram as investigações.

Toda a equipe tem experiência em investigação, cada um com habilidade em diferentes áreas, como infiltração jornalística, crimes do colarinho branco, desvios no serviço público, temas das áreas policial e política e bancos de dados. No entanto, a experiência dos repórteres não diminui o trabalho da advogada do grupo RBS, Débora Dalcin Rodrigues, que acompanha a produção das reportagens. “Discutimos muito sobre cada assunto, mas as decisões são editorais e as questões jurídicas fica sob meu olhar, que prima pelos princípios constitucionais e do direito público”, destaca.  Para a advogada a precisão das informações é que garante o sucesso do que é publicado.

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