7 filmes para os amantes da Fotografia

Mesmo com técnicas mais evoluídas que outrora, o Cinema continua sendo uma sucessão de frames, de quadros ou imagens fixas sequenciais que dão movimento a uma cena. Por isso, neste Dia Mundial da Fotografia, selecionamos filmes que unem essas duas artes que sempre andam juntas: o Cinema e a Fotografia.

A lista abaixo traz documentários e ficções que permitem compreender as linguagens e história de alguns grandes nomes da Fotografia e podem servir de inspiração para quem quer se aventurar na arte de fotografar.

 

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– Annie Leibovitz – A Vida Através das Lentes (Annie Leibovitz: Life Through a Lens, 2017, direção de Barbara Leibovitz)

Annie Leibovitz, conhecida como fotógrafa de celebridades, destacou-se por seus retratos, como, por exemplo, de Whoopi Goldberg, Mick Jagger e os últimos momentos de vida de John Lennon com Yoko Ono, e pelos registros das guerras em Sarajevo e Ruanda. O documentário, dirigido pela filha de Annie, conta a vida e carreira da fotógrafa através de depoimentos da própria Annie e de pessoas com as coisas trabalhou.

 

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Ansel Adams: A Documentary Film (2002, direção de Ric Burns)

O documentário realizado por Ric Burns, não lançado no Brasil, retrata a história do fotógrafo Ansel Adams. Reconhecido por suas fotos em p&b de paisagens do oeste americano, Adams foi a principal influência para que a Fotografia de Paisagem fosse vista como arte.

 

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– Duane Michals – O Homem que Inventou a si Mesmo (Duane Michals: The Man Who Invented Himself, 2012, direção de Camille Guichard)

O autodidata Duane Michals foi visto como rebelde e inovador por suas fotografias inusitadas e por usar sequências de imagens e incorporar textos escritos à mão para que suas fotos contassem uma história mais significativa. É nesse contexto que Camille Guichard captura a essência de Duane.

 

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– Fotógrafo de Guerra (War Photographer, 2001, direção de Christian Frei)

Indicado como melhor documentário no Oscar de 2002, Fotógrafo de Guerra mostra o trabalho do renomado fotojornalista americano James Nachtwey. Apesar de ser conhecido como um repórter de guerra por cobrir muitos conflitos armados, sua fotografia se estende para questões sociais, como a miséria e a violência.

 

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Henri Cartier-Bresson – Biographie eines Blicks (2003, direção de Heinz Bütler)

Henri Cartier-Bresson, francês que difundiu o conceito do instante decisivo, é um dos principais nomes do fotojornalismo do século XX. No documentário de Bütler, há entrevistas e análises que permitem conhecer mais sobre o fotógrafo e sobre suas técnicas.

 

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– O Sal da Terra (Le Sel de la Terre, 2014, direção de Juliano Ribeiro Salgado e Wim Wenders)

O Sal da Terra conta a trajetória e os bastidores do trabalho de Sebastião Salgado. O fotógrafo brasileiro registrou acontecimentos no mundo todo, como conflitos internacionais, a fome, o êxodo, e, mais recentemente, territórios imaculados. O filme foi indicado ao Oscar e recebeu o Prémio do Júri na seção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2014 e o prêmio César de melhor documentário.

 

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– Repórteres de Guerra (The Bang Bang Club, 2010, direção de Steve Silver)

Repórteres de Guerra baseia-se na história real de quatro fotógrafos que registraram os conturbados últimos dias de apartheid na África do Sul. Um dos fotógrafos do grupo era Kevin Carter, responsável pela famosa foto do urubu à espreita da criança.
 
Conhece outro filme que deveria estar nessa lista? Compartilhe conosco!

 

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Da prensa à Imprensa

Ao longo de sua história, o homem desenvolveu códigos e sinais que lhe permitiram melhorar a comunicação com os outros. Conforme as sociedades foram se tornando mais complexas, passaram a existir novas necessidades socioeconômicas que levaram ao surgimento de outros códigos e a uma sucessão de inventos que proporcionaram facilidade e destreza ao cotidiano. Um deles foi a prensa de tipos móveis do alemão Johann Gutenberg, no século XV, invenção que revolucionou a comunicação e deu origem a imprensa tal como se conhece hoje.

Apesar de não ser pioneira na impressão – já que no oriente se usava a impressão em bloco há séculos antes –, a prensa de Gutenberg possibilitou a reprodução dos livros de forma mais rápida e eficaz, ao mesmo tempo em que barateou o custo e disseminou o conhecimento que até então era privilégio de poucos.

O surgimento dos jornais na Inglaterra, no século XVIII, favoreceu a propagação da tecnologia do alemão e de seu aperfeiçoamento, até chegar às prensas rotativas nas quais se imprime o jornal atualmente.

No Brasil, a imprensa surgiu apenas em 1808 com a chegada da Corte portuguesa à Colônia. Seu marco inaugural é considerado a criação do jornal Correio Braziliense do gaúcho Hipólito José da Costa. Por causa da Censura Régia estabelecida por Portugal, o jornal de Hipólito era produzido em Londres e circulava no Brasil clandestinamente com o intuito de informar a população dos acontecimentos do país e da Europa sem censura.

Em exemplo do Correio Braziliense, que visava à liberdade de expressão e de pensamento, a imprensa passou a exercer forte influência no cotidiano das sociedades e hoje tem papel social importante, mas que nem sempre é cumprido. Além de transmitir notícias, os veículos de comunicação são a maior garantia de defesa da liberdade dos cidadãos, mas há quem use de seus recursos e privilégios para manipular o comportamento social.

Na Sociedade da Informação em que vivemos é preciso ter discernimento para não seremos mais um vilão ou vítima de nossa imprensa.

 

Fé e tradição rumo à Caravaggio

Todos os anos, milhares de devotos de Caxias do Sul e região percorrem um longo trajeto até o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha. A cada festividade um número maior de peregrinos é atraído, incluindo pessoas de outras religiões, imigrantes e novos moradores da Serra. Este ano é celebrada a 137ª Romaria com o tema “Mãe de Misericórdia: vida, doçura e esperança nossa, salve!”.

O Santuário de Farroupilha é o maior do Brasil e sua construção demorou 18 anos, sendo concluída em 1963. Os festejos são iniciados em março com missas dominicais e no mês de abril começam as pré-romarias. Nesse período os romeiros vistam o santuário em grupos de carros antigos, jipes, caminhões, motocicletas, bicicletas, cavalos, caminhada e corrida.

De acordo com a tradição católica, a Virgem Maria, no dia 26 de maio de 1432, apareceu para uma camponesa que sofria maus tratos do marido na cidade de Caravaggio, no norte da Itália. Maria pediu ao povo para que voltasse a fazer penitência, jejuasse nas sextas-feiras e orasse na igreja no sábado à tarde para que os castigos fossem afastados. Além disso, pediu que fosse erguida uma capela em sua homenagem. Como sinal de sua aparição divina, surgiu uma fonte de água ao lado de seus pés, aonde muitos doentes vão para recuperar sua saúde ainda hoje.

Desde então, a Virgem passou a ser chamada de Nossa Senhora de Caravaggio e, em 1959, foi declarada pela Santa Fé, como a Padroeira da Diocese de Caxias do Sul. A Romaria que acontece anualmente une fé e tradição herdadas dos imigrantes italianos que se estabeleceram na região da Serra Gaúcha.

 

Sociedade da Informação: muitos a incluir ainda

Junto à evolução das sociedades, foi se desenvolvendo uma necessidade de comunicação mais intensa. A transmissão de informações a grandes distâncias com maior rapidez foi possível a partir de 1837 com o surgimento do telégrafo. Desde então, os meios de comunicação progrediram e permitiram a conexão do mundo inteiro, principalmente com o surgimento da internet. No entanto, o acesso digital ainda é um privilégio e tornou-se um indicador de desenvolvimento socioeconômico.

Segundo dados apresentados pela Internet.org no relatório State of Connectivity 2015: A Report on Global Internet Access, em 2015 mais de 4 bilhões de pessoas, cerca de 56% da população mundial, encontradas principalmente em países pobres, não têm acesso à internet. Para combater essa exclusão digital, a Organização das Nações Unidas (ONU), acrescentou ao Dia Mundial das Telecomunicações, comemorado em 17 de maio, o dia da Sociedade da Informação. A ONU declara que a web é essencial para o exercício da democracia e determinante para um desenvolvimento sustentável.

No Brasil, quase 60% da população está conectada à web, sendo que a maioria acessa por meio de assinaturas de banda larga móvel. Esse número segue aumentando. As políticas de popularização de acesso à rede no país foram elogiadas pela ONU. Contudo, desde 2011, a regularização do uso da internet proposta no Marco Civil (Projeto de Lei 2126/11), que garantem direitos e deveres aos usuários, empresas e governos, gera intenso debate.

Agora, uma nova discussão está em pauta: a banda larga fixa limitada feita por planos de internet com quantia específica de dados para consumir, similar aos da internet móvel, modelo que as operadoras irão adotar a partir do próximo ano. Embora  algumas operadoras adotem esse modelo, a mudança é criticada por especialistas em internet e organizações de defesa do consumir, como a Proteste. Em defesa, afirma-se que a banda larga fixa limitada é bem aceita em outros países, mas, de acordo com dados da União Internacional de Telecomunicações (UTI), órgão da ONU, 68% dos países monitorados oferecem prioritariamente planos com internet ilimitada.